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MELASMA

Publicado em 30 de abril de 2013 por Rafaela Zanella

MELASMA

 

Uma das queixas mais comuns nos consultórios dermatológicos são as manchas no rosto, principalmente das mulheres. Essas manchas, chamadas de melasmas, são acastanhadas, com tonalidades que variam do marrom claro ao mais escuro e localizam-se preferencialmente no centro da face, nas maçãs do rosto e na testa.

O melasma é muito comum no Brasil e em outros países onde a incidência da radiação ultravioleta é alta.

Fatores que propiciam o surgimento do melasma: exposição solar, genética, uso de anticoncepcionais hormonais e gestação.

 

Tratamento:

FOTOPROTEÇÃO: o protetor solar deve ser de amplo espectro (UVA, UVB) e deve ser aplicado, pelo menos 3 vezes ao dia (mesmo em dias em que o paciente não for sair de casa ou quando estiver chovendo);

CLAREADORES: são substâncias despigmentantes aplicadas na pele, de maneira uniforme. Podemos utilizar a associação de despigmentantes com alguns tipos de ácidos, o que aumenta a eficácia do tratamento;

PEELINGS QUÍMICOS: aceleram o processo de clareamento, facilitando a penetração dos despigmentantes e ajudam a remover o pigmento das camadas superiores da pele. O recomendado são os peelings superficiais;

MICRODERMOABRASÃO: melhora a penetração dos agentes despigmentantes;

LASER: Não é um consenso o uso de laser no tratamento do melasma.

 

Consulte sempre o seu médico, ele, após lhe examinar, poderá indicar o tratamento mais adequado para o seu caso.

 

melasma

Dermatite Atópica

Publicado em 11 de abril de 2013 por Rafaela Zanella

A Dermatite Atópica (DA) tem início precoce, aparecendo geralmente no primeiro ano de vida. O prognóstico é favorável na maioria dos casos, sendo que aproximadamente 60% das crianças apresentam diminuição ou desaparecimento completo das lesões antes da puberdade.

 

O QUE É: é uma doença crônica que causa inflamação da pele, levando ao aparecimento de lesões e coceira. Ela afeta  geralmente indivíduos com história pessoal ou familiar de asma, rinite alérgica ou dermatite atópica. Essas três doenças são conhecidas como: tríade atópica.

A causa exata da DA é desconhecida, no entanto, sabe-se  que ela não é uma doença contagiosa, e sim uma doença de origem hereditária.

 

Uma criança que tem um dos pais com uma condição atópica (asma, rinite, alérgica ou Dermatite Atópica) tem aproximadamente 25% de chance de também apresentar alguma forma de doença atópica. Uma criança com os dois pais com doença atópica, tem mais de 50% de chance de também apresentar doença atópica.

 

CARACTERÍSTICAS: Na infância (0 a 2 anos), as lesões de pele são mais avermelhadas, e localizam-se na face, e superfícies extensoras dos membros. Nas crianças maiores e adultos, as lesões localizam-se mais nas dobras do corpo, como pescoço, dobras do cotovelo e atrás do joelho, e são mais secas, escuras e espessadas. Em casos mais graves, a DA  pode acometer grande parte do corpo.

A pele seca é uma característica muito presente e representa um dos fatores que mais contribuem para a piora da DA.

 

MEDIDAS GERAIS:

•             Evitar tudo que possa causar ressecamento na pele, como: banhos muito quentes e demorados, uso excessivo de sabonetes e esponjas de banho.

•             Aplicar hidratante corporal neutro logo após sair do banho (preferencialmente até 3 minutos após o término do banho). Reaplicar o hidratante pelo menos mais uma vez ao dia.

•             Evitar o uso de roupas de lã ou fibras sintéticas

•             Evitar ambientes com poeira e tabagismo

•             Os pais devem aprender a controlar a ansiedade, pois é muito comum a criança com DA ter o prurido “coceira” intensificado quando percebe essa ansiedade

 

TRATAMENTO: Existem diversos medicamentos que ajudam no controle da DA. As pomadas ou cremes de cortisona são muito eficazes no controle. No entanto, devem ser indicadas e usadas corretamente para se evitar efeitos colaterais a longo prazo. Esses efeitos incluem a atrofia (ou afinamento) da pele e as estrias. Existem diversas apresentações de cortisona tópica

(diferentes veículos e potências) e apenas o médico pode indicar qual a melhor apresentação para cada caso.

Hoje disponibilizamos de medicamentos conhecidos como imunomoduladores tópicos, eles foram introduzidos para substituir ou diminuir o uso da cortisona tópica e se evitar os seus efeitos colaterais.

Os anti-histamínicos (ou antialérgicos) orais são usados para controlar o prurido, principalmente no período noturno. Hoje sabemos que crianças que têm prurido noturno  dormem mal e podem ter o crescimento alterado.

A cortisona por via oral, bem como outros medicamentos imunossupressores, devem ser usados apenas nos casos mais graves. Os antibióticos podem ser usados em casos de infecções.

dermatite atopica

Outras terapias, como o uso de raios ultra-violeta, óleos vegetais orais, probióticos, coaltares tópicos, podem ajudar em alguns casos.

 

LEMBRE-SE SEMPRE: Consulte seu médico para discutir com ele o melhor tratamento indicado para o seu caso!

Identificando lesões potencialmente malignas – Regra do ABCDE

Publicado em 10 de abril de 2013 por Rafaela Zanella

Regra do ABCDE
Assimetria ou formato irregular: desenhe uma linha dividindo o sinal em 2 partes, caso as metades sejam diferentes maior a chance de ser anormal.
Bordas irregulares: as bordas de sinais suspeitos não são bem definidas, costumam ter reentrâncias, denteamentos e espículas.
Coloração variada: um sinal com diferentes tonalidades de cor indica é mais suspeito, especialmente se todos os outros sinais do corpo tem coloração uniforme.
Diâmetro maior que 6 milímetros: a maioria dos melanomas se espalha horizontalmente antes de se espalhar verticalmente. Sinais maiores que 6mm são suspeitos.
Evolução do sinal: Se a lesão na pele for se modificando em termos de tamanho, cor, forma, espessura, coceira ou sangramento é importante que seja examinada por um médico.
É importante salientar que esse ABCDE é um aliado para o diagnóstico, porém ele não contempla todos os tipos de câncer de pele. Algumas lesões malignas podem se apresentar de formas menos típicas. Se você tiver um sinal na sua pele com estas características ou tiver dúvidas sobre ele, procure um médico. Ele poderá dar as orientações necessárias sobre como proceder.

Fatores de risco
Existem situações que aumentam a probabilidade de ocorrência de um câncer de pele. Quanto mais fatores a pessoa tiver, maior o risco de vir a desenvolver esta doença.
Pele branca
Sinal que está modificando cor ou tamanho
Nascer com um sinal maior do que 15cm de diâmetro
Histórico de diversas queimaduras solares antes dos 30 anos
Ter mais de 50 sinais
Usar medicamento que diminua o sistema imune
Tendência a se queimar com pouca exposição ao sol
Produzir sardas ao invés de bronzear
Familiar que tenha tido melanoma
Síndrome do nevo atípico (displásico)
História prévia de câncer da pele

Medidas de prevenção
A melhor prevenção é saber se a pessoa se enquadra em qualquer dos fatores de risco acima e, neste caso, aumentar os cuidados relacionados à proteção solar. Para quem se enquadra em um dos fatores, está indicado o uso de protetores solares com fator de proteção 15 ou maior sempre que sair ao sol. Ao se enquadrar em vários fatores, a proteção deve ser ainda mais cuidadosa. Em ambos os casos, a pessoa deve também consultar um médico anualmente para avaliação da pele.

Fonte: GBMh9991258

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